Quando o assunto é educação, saúde e segurança, acreditamos que seria uníssono o discurso de que é dever de qualquer governante e cidadão lutar para que essas áreas sejam cuidadas de perto e que o investimento nas mesmas deva ser alto.
Em sendo assim, acreditamos também que quando se fala que a cidade pode ter uma nova escola, independente se municipal ou estadual, as forças também se unirão para a concretização do projeto. Podemos até não torcer pelo time paulista, o Santos de Robinho e Neymar, mas negar o futebol arte do grupo seria uma completa falta de bom senso.
Pois bem senhores, na semana passada (dia 5 de abril), Paiçandu perdeu uma nova unidade escolar, no Jardim Montecristo, porque alguns de nossos vereadores rejeitaram a propositura do Executivo, em regime de Urgência Urgentíssima, que tratava da alteração da Lei 1948/2009.
Conforme a mensagem do Executivo:
A proposta está centrada, tendo em vista que o município necessita de incluir alterar o artigo 3º. Da referida lei no que se refere as obras a serem executadas com recursos oriundos de operação de crédito, com a inclusão no texto de construção de centros de educação infantil e Escolas e aquisição de equipamentos e máquinas pesadas.
Temos a esclarecer que a alteração se faz necessário pois o Executivo através da secretaria de Educação pretende construir uma escola, tendo em vista a liberação por parte do governo Estadual, e ainda deixando o município apto a adquirir equipamentos renovando sua frota de máquinas pesadas.
Cabe salientar que tendo em vista ser um ano eleitoral o prazo para contratação de operação de crédito tem seu prazo reduzido, por isso se faz necessário que seja aprovado com maior urgência.
Tal aprovação se faz necessária para que o município possa iniciar os procedimentos de angariar recursos de operações de crédito, sendo esta a primeira exigência, que é a autorização do poder legislativo para contratação de operação de crédito e executar os investimentos necessários, objetivando o bem comum de todos os munícipes.
Vale ressaltar que, em reunião uma semana antes, na prefeitura, os vereadores acordaram com o prefeito Vladimir da Silva, que seriam favoráveis ao projeto, pois o mesmo traria benefício ao município. Porém, no dia da sessão, alguns edis justificaram a rejeição porque o Executivo teria colocado outras obras, além da escola.
É verdade, como dizia minha avó, “o que é combinado não sai caro”. Então, um expediente também comum nas nossas câmaras legislativas são as emendas supressivas. Assim, poderia ter sido aprovada a urgência urgentíssima da escola, para seguir a documentação, e emenda supressiva nos demais itens. Nessa quem perdeu fomos nós, o povo, pois necessitamos de escolas, centros de educação infantil, unidades de saúde equipadas, asfalto, máquinas trabalhando...
Ah! Sim, os únicos vereadores que votaram favoráveis à construção da escola foram Valdir da Fonseca e Osvaldo Marinho Novaes, ambos do PT. E, sabemos, que dois votos não resolvem a situação. O vereador Milson Monteiro Teles - o Tancredo - não votou, pois era presidente da sessão, no lugar de Eduardo Pereira da Silva, que não compareceu.
E assim, sem a necessária aprovação legislativa, os documentos não foram enviados para Curitiba e Paiçandu perdeu. Ou melhor, o povo perdeu mais uma vez.